Desconstrução e ação política: estratégias de interpretação e de ruptura

Autores

  • Juliana Neuenschwander Magalhães Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • José Antonio Rego Magalhães Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.4013/rechtd.2016.83.06

Resumo

Jacques Derrida foi, sem dúvida, um dos filósofos mais influentes do século XX, e, em muitos casos, como no norte-americano, sua recepção foi maior em outros departamentos universitários que não os de Filosofia, a exemplo dos departamentos críticos de Direito. Uma das oposições frequentemente levantadas contra o pensamento de Derrida, contudo, envolve a noção de que a desconstrução proposta por ele privilegiaria a interpretação sobre a ação. No presente artigo, pretendemos afastar essa hipótese, apresentando a desconstrução como um pensamento que tem sua dimensão de ruptura, de interrupção e de ação material, que nada tem a ver com a linguagem, mas que justamente materializa a crise da linguagem. Para tanto, abordaremos aqui a relação entre a desconstrução e alguns problemas específicos como a relação entre o direito e a violência, a relação entre a interpretação e a força, a possibilidade de ruptura em relação ao poder jurídico, a relação entre negociação e radicalidade no que tange às estratégias de ruptura, e a possibilidade de mudança e transformação em um sistema jurídico. Na abordagem desses problemas, espera-se dar a ver uma abordagem específica do pensamento de Derrida e das suas consequências para a reflexão sobre o direito.

Palavras-chave: instituições, interpretação, desconstrução.

Biografia do Autor

Juliana Neuenschwander Magalhães, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Direito pelo Università degli Studi di Lecce, Itália. Professora Associada III da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

José Antonio Rego Magalhães, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Doutorando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

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Publicado

2016-10-24

Edição

Seção

Artigos