Retórica e parresía no contexto democrático

Autores

  • Ricardo Manoel Oliveira Morais Doutorando em Direito pela UFMG. Mestre em Filosofia pela UFMG. Graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos, em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.
  • Adriana Campos Silva Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

DOI:

https://doi.org/10.4013/rechtd.2016.83.05

Resumo

O presente artigo tem por objetivo compreender o caráter nocivo que a retórica representa à democracia, segundo Platão. Para tanto, será examinado o papel da personagem Cálicles e a sofística no diálogo platônico Górgias. Esta investigação irá estruturar-se da seguinte forma: apresentação de alguns temas gerais acerca da filosofia platônica (rechaço da sofística e construção do conhecimento objetivo); análise da estrutura do diálogo; análise do papel da personagem Cálicles. Em seguida, será tratada a questão da nocividade da retórica à democracia, mas que, ainda assim, é uma “prática” largamente empregada, uma vez que um discurso verdadeiro (parresía), por não convencer, acaba não tendo força persuasiva para conquistar o démos (povo), ou seja, é ineficaz.

Palavras-chave: democracia, retórica, parresía.

Biografia do Autor

Ricardo Manoel Oliveira Morais, Doutorando em Direito pela UFMG. Mestre em Filosofia pela UFMG. Graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos, em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

Atua na área de Filsoofia do Direito.

Adriana Campos Silva, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Doutora em Direito pela UFMG. Mestre em Direito pela UFMG. Professora da graduação e do Programa de Pós-graduação em Direito da UFMG.

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Publicado

2016-08-13

Edição

Seção

Artigos