Reorganização do trabalho para o Modelo Taylorista na Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS).

Autores

  • Silvana Grunewaldt UFSM

DOI:

https://doi.org/10.4013/rlah.v1i3.76

Palavras-chave:

Cultura. Trabalho. Taylorismo.

Resumo

Este artigo trata da reorganização do trabalho na VFRGS que passa a se organizar dentro do o modelo produtivo taylorista.Na recuperação do espaço de trabalho e no retorno aos dias da primeira metade do século passado, este estudo procurou resgatar a experiência do trabalho na Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS), valendo-se da documentação oficial e das memórias daqueles que vivenciaram essa experiência. Também buscou compreender as transformações que ocorreram na Viação Férrea a partir da implantação de práticas racionalistas, sob a orientação dos engenheiros.A proeminência do papel dos engenheiros na rede férrea não foi uma política isolada da VFRGS, mas fez parte de uma mentalidade de trabalho que passou a se difundir nas principais linhas férreas do país Esta reestruturação foi marcada pela divisão entre planejadores e executores; onde a predominância do saber técnico era o elemento definidor e necessário para se obter bons resultados.Essas mudanças significaram a modificação na seqüência e no conteúdo das tarefas, desqualificando a antiga forma de trabalho e enaltecendo uma suposta “qualificação”, na medida em que se associaram a essas a introdução de tecnologia, resultando em uma nova cultura de trabalho. Apesar dessas alterações, antigas formas de disciplina foram mantidas.

Biografia do Autor

Silvana Grunewaldt, UFSM

Doutora em História pela PUC-SP e Professora Adjunta do PPG e do Departamento de História da UFSM.

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Publicado

2012-03-16