Os menus como fontes para o estudo das práticas alimentares na República, Brasil (1889-1930).

Autores

  • Eliane Morelli Abrahão Unicamp e USP

DOI:

https://doi.org/10.4013/rlah.v8i22.1024

Palavras-chave:

Cardápios, Práticas alimentares, Sociabilidade – Brasil (1889-1930)

Resumo

O presente artigo aborda a coleção de cardápios de almoços e jantares reunidos por Ruy Barbosa. Os menus, muitas vezes esparsos ou “escondidos” nos fundos documentais, trazem à luz as práticas alimentares de determinado tempo histórico. Datados da segunda metade do século XIX e primeiras décadas do XX, esses documentos são fontes para o estudo das práticas alimentares. Examiná-los considerando da sua materialidade até as escolhas dos quitutes que comporiam a refeição, descortinam, não apenas, o que era de fato consumido pelos convivas, como também aspectos importantes do engendramento político e da sociabilidade praticada no Brasil Republicano. 

Biografia do Autor

Eliane Morelli Abrahão, Unicamp e USP

Pós-doutoranda no Museu Paulista da USP

Historiadora, CLE/ Unicamp

Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), mestrado (2008) em História Cultural e doutorado (2014) na área de Política, Memória e Cidade, ambos pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente desenvolve pesquisa de pós doutoramento sobre "A estética dos sabores e do poder: a coleção de menus da Coleção Washington Luís (1889-1930)" junto ao Museu Republicano "Convenção de Itu"/ Museu Paulista/ USP. É historiadora responsável pelos Arquivos Históricos do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE-Unicamp) e Professora Voluntária/ Colaboradora do Programa de História na mesma Universidade. Tem experiência em História das Ciências, com ênfase em trajetórias científicas (ciências exatas) e na área de História, atuando principalmente nos seguintes temas: história da alimentação, cultura material, usos e costumes - Campinas, preservação documental e centros de documentação. Membro da equipe de colaboradores do Projeto DIAITA - Património Alimentar da Lusofonia (CECH - Univ. de Coimbra), Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Campinas e membro da Academia Campinense de Letras. https://orcid.org/0000-0002-6326-3233

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Publicado

2019-12-28