As redes como agente de fermentações sociais: é possível?

Keila Cristina Gonçalves Rosa, Tiago Quiroga Fausto Neto

Resumo


O presente trabalho propõe uma discussão acerca da experiência política mediada pelas mídias sociais on-line a partir das Jornadas de Junho de 2013, no Brasil. Trabalha-se com a hipótese de que as manifestações desencadeadas nesse período apontam para uma nova experiência política, em especial, para uma multidão incentivada pelas relações estabelecidas nas redes sociais na internet. Um dos principais desdobramentos dessa nova condição da política seria, portanto, um deslocamento da importância dos meios de comunicação tradicionais. A fim de analisar esse cenário, como investigação empírica, debruçamo-nos sobre a atuação do Movimento Passe Livre, uma organização social sem fins lucrativos, e da TV Globo, canal de televisão com a maior audiência na região dos eventos, segundo o IBOPE. Com efeito, observamos o reforço do poder reivindicatório dos movimentos sociais, marcadamente em razão da disseminação de suas causas e lutas e, principalmente, o crescimento também exponencial do seu poder convocatório. No limite, é provável que esteja em curso uma mutação de significados, de deslocamentos nas formas de comunicação e, como resultado disso, nas formas de fazer política.

Palavras-chave: redes sociais, manifestações sociais, tecnologia, internet, política.


Texto completo: PDF



ISSN: 1806-6925 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022-000. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122

Projeto Gráfico: Jully Rodrigues

Locations of visitors to this page