A política da escrita e a performatividade da palavra do homem ordinário no método da igualdade de Jacques Rancière

Ângela Cristina Salgueiro Marques, Ana Karina de Carvalho Oliveira, Jean-Luc Moriceau

Resumo


O objetivo deste artigo é refletir sobre o método da igualdade de Rancière e sobre como ele configura uma operação dissensual que desloca os objetos, temas e discursos de seu lugar habitual nos quadros interpretativos cotidianos e convencionais, para reintroduzi-los no campo das invenções de diferentes formas de linguagem, manifestações e argumentos. A inspiração que Rancière encontrou na obra de Foucault nos ajuda, em primeiro lugar, a compreender o papel da narrativa ficcional e da fabulação na escrita do homem ordinário e os aspectos subversivos e políticos de sua literariedade. Ressaltamos que o método da igualdade nos questiona sobre a construção de novas formas de escrita acadêmica que abrem espaço para outras teorizações e racionalidades, além de buscarem redefinir o status de outros textos considerados “não acadêmicos” na produção de uma poética do conhecimento.

Palavras-chave


método da igualdade, poética do conhecimento, Foucault, Rancière, literariedade

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