Concentração e poder de mercado no sistema bancário brasileiro: uma análise pós-Plano Real

Emanuelle Nava Smaniotto, Tiago Wickstrom Alves

Resumo


O sistema bancário brasileiro passou por diversas mudanças pós-Plano Real. Uma delas foi a intensificação do processo de aquisição e fusão dos bancos como estratégia à abertura do mercado brasileiro para instituições com capital externo. Como exemplo, nos primeiros quatro anos do Plano Real, o número de bancos passou de 273 para 233, evidenciando este movimento de concentração. Segundo a teoria econômica, a concentração leva ao aumento do poder de mercado das instituições. O objetivo deste trabalho foi identificar a concentração do sistema bancário e analisar a relação entre concentração e poder de mercado nos maiores bancos que atuam no Brasil. Como base metodológica utilizou-se o grau de concentração para avaliar o nível de concentração e o Índice de Lerner para avaliar o poder de mercado dos maiores bancos. Com essa metodologia foi possível comprovar que há uma relação positiva entre concentração e poder de mercado nos anos de 2000 a 2007 para os três grupos estudados (ativos, empréstimos e depósitos). Nos demais períodos, 1995 a 2000 e 2009 a 2014, o único indicador que demonstrou relação positiva foi o CR(depósitos) entre 1995 e 2000. Estas relações podem ser explicadas pelo cenário econômico de cada época, conforme consta no decorrer deste estudo.

Palavras-chave: sistema financeiro nacional, ancos, concentração, poder de mercado, Índice de Lerner, Índice CR.


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