Mercados de trocas e moedas sociais em Portugal continental: os desafios de uma cultura de emancipação social

Luciane Lucas dos Santos, Beatriz Caitana da Silva

Resumen


Propondo novas formas de sociabilidade, as redes solidárias de troca adotam, em geral, uma lógica não-capitalista de funcionamento, o que significa a valorização de outros modos de produzir e reproduzir a vida. Como fenômeno social, estes circuitos de troca usualmente são atrelados à necessidade primeira de aquisição de bens básicos em contextos de precariedade econômica. Apesar desta tendência, estes mercados solidários, também chamados de feiras de troca, não param por aí: criam um círculo virtuoso de abundância e fazem-nos repensar, também, as práticas de consumo correntes. Atualmente, verificamos, em Portugal, a emergência e a expansão destas iniciativas, que se destacam pela sua capacidade de criar, mobilizar e fortalecer redes nas comunidades. Algumas delas adotam moedas sociais com o objetivo de facilitar a circulação dos bens e serviços trocados. Neste artigo, pretendemos fazer um levantamento exploratório das moedas sociais ativas em Portugal, discutindo seu papel e receptividade nas feiras de troca. Também buscamos saber em que medida é possível falar em emancipação social no âmbito destas experiências.

Palavras-chave: mercados de trocas, moedas sociais, emancipação.


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