Alcance educativo das iniciativas locais de economia solidária no contexto de (des)colonialidade

Telmo Adams

Resumen


Frente à crise do modo de produção capitalista, não desvinculado de heranças históricas nefastas da colonização e da colonialidade que hoje persistem, tende a universalizar-se o polo marginal da economia que amplia as contradições nas sociedades latino-americanas. Os setores da classe trabalhadora já excluídos ou em processo de exclusão são levados à submissão às formas perversas de exploração, seja assumindo estratégias de sobrevivência dentro da mesma lógica e mecanismos capitalistas, ou (re)criando práticas de reciprocidade ou de trabalho associado/cooperativado, sem contudo conseguir romper com os mecanismos da lógica capitalista. Problematizase a questão na perspectiva da (des)colonialidade com autores como Dussel, Quijano, Mignolo, Santos e outros. Neste contexto, analisam-se as experiências de economia solidária que se multiplicam como formas de resistência, de (re)invenção de outro paradigma de desenvolvimento, outro modo de vida individual e social onde se destaca a busca dos princípios educativos e de organização do trabalho autogestionário. Conclui-se que, apesar de sua fragilidade, articuladas com uma gama de movimentos sociais emancipadores, essas experiências podem contribuir para retomar um projeto integral de vida em sociedade, fortalecendo a utopia de uma sociedade radicalmente democrática e participativa, libertada da colonialidade.

Palavras-chave: economia solidária, trabalho autogestionário,colonialidade, emancipação.


Palabras clave


economia solidária; trabalho autogestionário; colonialidade; emancipação.

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