Nordestinas e normalistas: um estudo sobre as características socioculturais das alunas de uma escola católica de enfermagem no Brasil (1940-1960)

Luiz Otávio Ferreira, Renata Batista Brotto

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar a ação institucional da Igreja Católica brasileira no campo da enfermagem ao longo da primeira metade do século XX. No final da década de 1950, o Brasil contava com 26 escolas de enfermagem. As escolas católicas (onze) representavam 42% do total, o que não deixa dúvida sobre a influência exercida pela Igreja Católica na constituição deste grupo profissional. Orientamos o artigo para responder à seguinte pergunta: quais são as características socioculturais e econômicas das enfermeiras diplomadas pelas escolas de enfermagem de orientação católica? O artigo pretende responder à questão apresentando os resultados de um estudo de prosopografia (biografia coletiva) elaborado a partir das informações encontradas nos dossiês de 408 alunas da Escola de Enfermagem Luiza de Marillac (EELM), a primeira escola de enfermagem de orientação católica fundada no Brasil (Rio de Janeiro, DF, 1939) mantida pela Associação São Vicente de Paulo (ASVP), tradicional congregação feminina católica atuante no campo da assistência médica e da educação escolar dirigida por religiosas da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Servas dos Pobres.

Palavras-chave: história da enfermagem, catolicismo, profissionalização feminina, escola de enfermagem.


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