A produção de balanços historiográficos no Brasil: entre o poder político e o poder discursivo (1990-2011)

Roberto Manoel Andreoni Adolfo

Resumo


A produção de balanços historiográficos, entendidos como avaliações/apresentações de um conjunto de textos historiográficos referentes a um determinado tema, apesar de ser uma prática de longa data, configurou-se como tópico até hoje ainda não problematizado de forma sistemática pelos teóricos da história. No presente artigo pretendemos fazer uma análise de algumas das relações de poder que acreditamos estar no cerne da produção de tal modalidade enunciativa. A partir de duas funções do balanço historiográfico, a do balanço enquanto expressão de um lugar político, e a do balanço enquanto procedimento de delimitação discursiva, buscamos fazer uma análise de alguns balanços ligados à temática do passado escravista no Brasil e produzidos entre 1990 e 2011. Trata-se de um recorte temático e temporal pertinente, uma vez que foi neste período que se deu a consolidação dos cursos de pós-graduação no país, o que fomentou, por parte dos autores do período, a percepção de um novo modo de se fazer história.

Palavras-chave: balanço historiográfico, relações de poder, discurso, escravidão.


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