A visualização da paisagem nacional: apreensões diversas da cor local em José de Alencar e Euclides da Cunha

Eduardo Wright Cardoso

Resumo


Conceito de largo emprego durante o século XIX, a cor local ainda carece de maior aprofundamento analítico. Referida frequentemente como um critério que legitima ou desautoriza obras literárias e historiográficas, a cor local, no entanto, não parece dispor de acepções mínimas ou teorizações abrangentes. O objetivo deste artigo é, pois, demonstrar a variabilidade semântica que compõe o conceito da cor local e, ao mesmo tempo, sugerir possibilidades para sua apreensão. Para isso, recorre-se a categorias como “retórica pictórica” e “conteúdo da forma” a fim de refletir sobre as implicações e efeitos do emprego da cor local a partir da segunda metade do século XIX. Estas noções permitem mapear e contrastar os empregos da cor local nas obras de dois autores importantes para a reflexão acerca da nacionalidade no período: Sonhos d’ouro (1872), de José de Alencar, e Os sertões (1902), de Euclides da Cunha. Como hipótese, sugere-se que, embora utilizando o mesmo conceito da cor local, Alencar e Euclides obtêm resultados diversos no projeto de delimitação e descrição da paisagem nacional.

Palavras-chave: cor local, José de Alencar, Euclides da Cunha, retórica pictórica, conteúdo da forma.


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