História e ficção: os princípios da representação em Alexandre Herculano e Francisco Adolfo de Varnhagen

Evandro Santos

Resumo


O artigo busca analisar as relações entre história e ficção a partir do exame de parte da obra de dois importantes historiadores do século XIX: o português Alexandre Herculano (1810-1877) e o brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878). O recorte espaçotemporal delimitado circunscreve a fase inicial da produção de ambos (1835-1847), período coincidente com alterações significativas no meio letrado lusitano e também naquela sociedade, de maneira geral. Trata-se de uma análise que se insere no âmbito dos estudos de história da historiografia e, neste sentido, o conjunto de fontes que serve de base ao trabalho é, em parte, pouco conhecido no Brasil. Argumenta-se que a participação de Herculano junto aos periódicos literários e de instrução portugueses e os escritos de caráter ficcional e poético assinados por Varnhagen – então radicado em Lisboa –, longe de cindirem história e conteúdo ficcional, demonstram justaposições entre temporalidades distintas, ordenadas sob projetos políticos e morais então colocados em disputa, evidenciando usos públicos da história em formas diversificadas.

Palavras-chave: história da historiografia, ficção, Francisco Adolfo de Varnhagen, Alexandre Herculano.


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