As conquistas de México-Tenochtitlan e da Nova Espanha. Guerras e alianças entre castelhanos, mexicas e tlaxcaltecas

Eduardo Natalino Santos

Resumo


O artigo pretende mostrar que considerar a queda de México-Tenochtitlan como obra fundamentalmente castelhana e como equivalente à conquista dos territórios que comporiam a Nova Espanha significa desconsiderar a variada gama de forças políticas e de agentes ameríndios que atuaram nesses processos históricos. Baseado na análise de escritos nahuas, como o Lienzo de Tlaxcala, o Lienzo de Cuauhquechollan e o Códice Vaticano A, o artigo mostrará que as guerras e alianças realizadas entre castelhanos e cidades mesoamericanas para efetuar a conquista de México-Tenochtitlan, entre 1519 e 1521, lançaram as bases políticas e militares que permitiram, nas décadas seguintes, a conquista castelhano-nahua de boa parte dos territórios que viriam a compor a Nova Espanha. Sendo assim, a conquista desses territórios não se deu de forma automática a partir da queda da capital mexica e tampouco foi realizada apenas pelos europeus. Ao percorrer esse trajeto, o artigo mostrará também que considerar as forças políticas e os agentes ameríndios para tratar dessas conquistas resulta em explicações bastante distintas daquelas que encontramos nas vertentes historiográficas que podemos chamar de história dos vencidos e de história da mestiçagem.

Palavras-chave: conquista de México-Tenochtitlan, fontes históricas nahuas, história indígena colonial.


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