Questões indígenas em contextos urbanos: outros olhares, novas perspectivas em semoventes fronteiras

Vanderléia Paes Leite Mussi

Resumo


Trata-se de um artigo que visa discutir de que modo os Terena, no contexto urbano de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, constroem sua etnicidade, nos “entrelugares” das relações fronteiriças, mantendo os laços de continuidade com seus antepassados, ou seja, com sua tradição. A partir dessa abordagem, buscou-se mostrar como esse grupo indígena foi construindo diferentes estratégias de inserção e negociação no entorno da sociedade não indígena para garantir a sua sobrevivência, tendo como principal impulsionador o trabalho. Neste processo, a família exerce uma significativa participação, atuando como a principal intermediadora no deslocamento das aldeias de origem para o centro urbano de Campo Grande, mais especificamente para as aldeias urbanas Marçal de Souza e Água Bonita, garantindo a sua inserção e adaptação em um novo espaço social. Registra-se que a emergência dos conflitos ocasionados pelo deslocamento dessas populações indígenas para o centro urbano, a partir de 1960, intensificou-se a partir dos últimos 20 anos, ou seja, desde 1990, o que vem provocando sérios problemas de ordem sociopolítico-econômica e cultural, principalmente para os Terena.

Palavras-chave: Terena, espaço urbano, etnicidade, fronteiras culturais.


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