O território Ofaié e o conceito de poder e violência em Mato Grosso do Sul

Carlos Alberto dos Santos Dutra

Resumo


O artigo instiga o leitor a rever a história da ocupação do território sul-matogrossense. Lança um olhar sobre os conceitos de poder e violência que impregnaram a tradicionalidade de diversas áreas indígenas buscando revelar que muitas delas demonstram ter sido bem mais que simples áreas de migração de grupos autóctones isolados. Entende que muitas áreas indígenas do Estado configuraram-se em autênticos territórios de ocupação tradicional de povos, cuja presença foi de diversas maneiras falseada no curso da história. É o que aconteceu com os antigos caçadores, pescadores e coletores que viveram na margem direita do rio Paraná entre o final do século XIX e o início do século XX, quando a exploração econômica agropastoril praticamente tomou de assalto o Oeste brasileiro e deixou marcas indeléveis por onde se fixou. Os conceitos de nação (Ofaié); identidade (indígena); território/territorialização/desterritorialização (campos da Vacaria), dominação (escravizado), poder (fazendeiro) e cultura (indígena), neste artigo, são analisados a partir de uma experiência vivida pelo marechal Cândido Rondon junto a um indígena Ofaié que nos ajuda a entender como se deu o processo que culminou com o desaparecimento dessa etnia no Estado e em muitos de seus antigos territórios.

 

Palavras-chave: território indígena, Ofaié, violência, Mato Grosso do Sul.


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