Fontes literárias, o “Nunca Más” e a escrita da História ditatorial Paraguaia de Alfredo Stroessner (1954-1989)

Lorena Zomer

Resumo


Esse artigo traz considerações sobre uma pesquisa desenvolvida acerca do contexto ditatorial de Alfredo Stroessner no Paraguai (1954-1989), com base na análise de fontes literárias e documentais. Estas foram reunidas e organizadas entre os anos de 2008 a 2014, cujo nome central de autoria é Guido Rodriguez Alcalá, um jornalista paraguaio que sofreu e registrou sua experiência no período ditatorial. As fontes atualmente são parte do acervo do Laboratório de Estudos de Gênero e História, da Universidade Federal de Santa Catarina, cujo objetivo é ampliar os estudos historiográficos sobre as ditaduras do Cone Sul, envolvendo diversos países (Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai). Os temas têm propiciado novos olhares e temas, especialmente à respeito de feminismos, de relações de gênero e sobre estudos comparativos/ou não entre os diversos países do Cone Sul. Com base nessas fontes, a pesquisa em questão explora as relações entre fontes literárias e da Comissão da Verdade no contexto paraguaio, buscando entender de que forma essas novas interpretações causam uma ampliação sobre os estudos paraguaios, para além do tema da Guerra do Paraguai ou mesmo de seu período colonial, colaborando com a história mais recente. Assim, a literatura produzida no período quando analisada dentro de um conjunto documental, pode ser vista como fonte testemunhal e, do mesmo modo, como uma Memória a ser problematizada.

 


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