Naturalização do trato político e conservação das conquistas: o mito do Preste João e a linguagem política no Renascimento Português

Rubens Leonardo Panegassi

Resumo


O objetivo deste artigo é revisitar o mito do Preste João a partir de um novo enfoque, considerando-o como elemento pertencente ao léxico político do Renascimento português. Para isso, nos detivemos na recuperação do contexto intelectual que dá sentido às representações desse mito a partir de diferentes registros, tais como cartas, tratados e crônicas. Com base nestas fontes, percebemos que assim como o recurso à fábula para a educação das crianças possuía um valor pedagógico, de edificação moral, a oscilação entre o plano da realidade e o da ficção foi um recurso moralmente válido no trato político. Diante disso, concluímos que a coexistência de diferentes modalidades de consciência na atribuição de sentido a ações e enunciados produzidos no contexto intelectual do Renascimento português articula-se à prerrogativa pedagógica da instituição monárquica na condução de seus súditos.

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