Violência sacrificial em Planeta Hulk

Sandra Sirangelo Maggio, Leonardo Poglia Vidal, Murilo Ariel de Araujo Quevedo

Resumo


Embora cada vez mais populares, as histórias em quadrinhos ainda são pouco estudadas, em especial quando se trata da violência nelas contida. Inicialmente violentas (até por conta da influência da pulp fiction que serviu como uma de suas grandes inspirações), muitos dos seus heróis faziam o que fosse preciso para alcançar seus objetivos. De lá para cá, muito aconteceu: desde o estabelecimento de um órgão regulador do que era publicado até a criação de diversos super-heróis, com diferentes códigos de moral. Um deles, inspirado em O Médico e o Monstro (Lee, 1974, p. 75), é o Hulk, um gigante selvagem que eclode sempre que seu alter ego, o cientista Bruce Banner, se enraivece. Desde sua criação, o Hulk atuou como herói, ainda que nem sempre ele tivesse controle de suas ações. Muitas vezes, acaba se envolvendo em conflitos contra outros heróis, de modo que, em uma de suas histórias, foi exilado da Terra. Essa é a trama da minissérie Planeta Hulk. Apropriando-se da teoria de René Girard, sobre a violência e o sagrado, busca-se checar como ela se encaixa na saga da Marvel Planeta Hulk, e também de que forma a violência é mostrada ao leitor. Entendendo as histórias em quadrinhos como uma representação da sociedade em que estão inseridas, esperase verificar como essa questão se configura em uma expressão artística amplamente consumida por um público que, ao mesmo tempo em que a consome, reprime a violência.

Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos, Marvel Comics, Planeta Hulk, violência sacrificial, René Girard.


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