Pussy made of steel: os sentidos inaugurados por um cartaz da Women’s March na página Supergirl Brasil

Ronaldo Henn, Christian Gonzatti, Francielli Esmitiz

Resumo


O artigo analisa a processualidade semiótica instaurada a partir da publicação na página Supergirl Brasil do cartaz que Melissa Benoist levou à Women’s March. A metodologia denominada como Análise de Construção de Sentidos em Redes Sociais, utilizada para estudos de ciberacontecimentos, possibilitou, a partir de tensionamentos teóricos, que constatássemos a emergência de seis constelações de sentidos: enfrentamentos políticos, performances fãs, contextualizações, críticas ao machismo nerd, machismos e desconexões. Notamos, assim, que a articulação entre as potencialidades dos sites de redes sociais, das questões de gênero e sexualidade e da cultura pop podem sinalizar novos caminhos em relação às representações midiáticas de heroínas e ajudar a tensionar as problemáticas em torno do feminismo na contemporaneidade, como, por exemplo, a compreensão de que esses movimentos seriam o oposto do machismo. Apontamos direcionamentos que podem ser tomados em relação a essas problemáticas a partir das potencialidades narrativas da cultura pop e a utilização da metodologia adotada aqui em futuras pesquisas que se desdobram sobre as dinâmicas digitais.

Palavras-chave: feminismo, cultura pop, sites de redes sociais.


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ISSN: 1984-8226 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

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