Publicidade, criança e tecnologia: a relação experiência humana e emoção em campanha publicitária da Claro

Caroline Roveda Pilger, Saraí Patricia Schmidt

Resumo


A questão que norteia o trabalho é problematizar de que forma as campanhas publicitárias das companhias de telecomunicações associam a tecnologia e a imagem da criança com a síntese da experiência humana (Larrosa, 2002). O estudo desenvolve a análise de um filme publicitário da empresa Claro que utiliza a criança no que diz respeito a pensar a infância como “sentimento de humanidade” (Lyotard, 1997). Discutiremos de que forma a tecnologia pode ser entendida como mediadora das relações humanas, além de entender de que maneira a criança é utilizada estrategicamente para sensibilizar o indivíduo pós-moderno para o consumo. Nesse sentido, a publicidade nos oferece a promessa da experiência como algo que pode ser mediado pela tecnologia, aliada à promessa de uma espécie de antídoto para a culpa do ser humano em perder momentos importantes em suas vidas por conta da rapidez dos tempos de hoje. O artigo tem a contribuição teórica dos estudos de Bauman (2001, 2008) sobre modernidade líquida, relacionamento humano, tempo e espaço; os estudos de Larrosa (2002) sobre experiência; e os estudos de Lyotard (1997), Kohan (2010, 2003) e Lajonquiére (2006) sobre a infância. A metodologia valer-se-á da perspectiva da análise de conteúdo evidenciada nos estudos de Bardin (2004) e Rose (2008).

Palavras-chave: publicidade, criança, experiência.


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