100% de beleza feminina? A verdade para a Natura

Denise Castilhos de Araujo, Norberto Kuhn Junior

Resumo


Neste artigo discutem-se a verdade e a beleza anunciadas pela empresa de cosméticos Natura em sua campanha “100% verdade”. Os enunciados “Ó beleza! Onde está a tua verdade?” (William Shakespeare) e “A beleza é o esplendor da verdade” (Platão) disparam os processos de composição de um produto destinado pela empresa às mulheres não jovens: a beleza preservada na fórmula de verdade que a Natura desenvolveu. Partindo das noções de beleza e verdade, verifica-se o quanto a mídia contemporaneamente desempenha papel preponderante nos processos de construção de discursos de verdade “o que se está chamando de “verdade sob o estatuto das mídias”. Desde uma análise semiótica, reflete-se sobre os jogos de sentidos ofertados pela campanha publicitária em questão e que faz operar sentimentos de confiança, e, assim, torna-se possível não apenas sustentar a verdade de um produto anunciado, como também sustentar a verdade como um produto midiático.

Palavras-chave: beleza, verdade, mídia, anúncios publicitários.


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