UM OLHAR FEMININO NA DIREÇÃO CINEMATOGRÁFICA: ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS VERSÕES DO FILME “O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS” (1971, 2017)

Terezinha Richartz, Luísa Amorim Santos Teixeira

Resumo


Vivemos numa sociedade patriarcal em que o discurso majoritariamente masculino construiu todo um arcabouço teórico e imagético a partir do olhar do homem. Por isso, é inegável a importância política da fala feminina no processo de constituição de alternativas discursivas. Até hoje, poucos filmes foram dirigidos por mulheres. Historicamente, a maioria dos diretores foram e são homens, o que leva ao encaminhamento de um roteiro que prioriza o enredo, a partir da ótica masculina. O objetivo deste artigo é fazer uma análise comparativa entre dois filmes que foram produzidos a partir de um mesmo romance — O seduzido — mas são de décadas diferentes (1971, 2017) e foram dirigidos, respectivamente, por um homem, Don Siegel, e por uma mulher, Sofia Coppola. Observar-se-á, especialmente, se há diferenças na produção fílmica de autoria feminina. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa com a análise da narrativa fílmica apresentada nas duas obras selecionadas. O estudo evidenciou que, nas produções cinematográficas, os papéis e estereótipos de gênero continuam sendo construídos e influenciados pelo patriarcado. Porém, quando a diretora é uma mulher, as personagens femininas são mais empoderadas: fazem as próprias escolhas, e não ficam à mercê do galante hóspede.

Palavras-chave


Cinema. Direção feminina. Gênero. Patriarcado.

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