TENDÊNCIAS DEFORMADORAS EM MONICA´S GANG

Lúcia de Fátima Medeiros Silva, Beatriz Fernandes Caldas

Resumo


Este artigo propõe discutir as “tendências deformadoras” na tradução da “Turma da Mônica” de Maurício de Sousa para o inglês, tomando como base as noções de tradução domesticadora e estrangeirizante dos teóricos Antoine Berman (2000) e Lawrence Venuti (1995). Além de levar em conta os termos de centralidade e periferia citados por Schleiermacher (2001), que estão relacionadas com a posição relativa que estas culturas possuem. Este artigo também propõe uma reflexão sobre a prática tradutória domesticadora em prol de um texto “fluente”  em termos de adaptação à cultura meta e ao mesmo tempo a conservação ou não de uma identidade nacional neste contexto. Ao analisar a transposição desta obra brasileira para a língua e cultura inglesa, é possível refletir qual é a preocupação primordial dos atuais tradutores ao tentar ganhar a aprovação dos leitores estrangeiros. As pesquisas foram realizadas nos gibis impressos de “Monica’s Gang” bem como no material online disponibilizado no site da turma. Fez-se uso também de entrevistas escritas ou em vídeos com o cartunista e autor Maurício de Sousa sobre a estreia da turma no exterior. O sucesso com leitores estrangeiros de uma obra criada no seio da sociedade brasileira, torna o trabalho de Maurício de Sousa uma ferramenta rica como objeto de estudo nessa pesquisa.


Palavras-chave


Tradução, estrangeirização, domesticação e Turma da Mônica

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