Gestão das (próprias) carreiras: o governamento do humano como capital

Maurício dos Santos Ferreira, Clarice Salete Traversini

Resumo


O objetivo é problematizar os discursos que circularam no jornal Zero Hora entre 2008-2019 em torno da noção de gestão de carreira. Para tanto, retomamos nossa pesquisa concluída há dez anos e buscamos atualizá-la por meio da análise do material empírico recente. A análise foucaultiana de discurso serviu-nos de ferramenta teórico-metodológica. Dialogamos, também, com Lazzarato e Sennett acerca do mundo do trabalho. Destacamos algumas recorrências: a) a “racionalidade interna” do sujeito torna-se o ponto de partida para o planejamento da carreira, pois as aptidões figuram como capital; b) o network torna-se um investimento, um empreendimento, a ser requerido pelas atividades laborais. Em síntese, a “relação educação-trabalho” está menos focada na conquista de um “emprego para toda a vida” e mais orientada à constituição de um trabalhador flexível, competitivo e vulnerável.

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DOI: https://doi.org/10.4013/edu.2020.241.49



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