A crítica jesuíta à Escola Nova na Revista Brotéria (décadas de 1930 e 1940)

José Eduardo Franco, Rita Balsa Pinho

Resumo


Este artigo propõe-se a analisar a crítica dos pedagogos jesuítas portugueses publicada em duas dezenas de artigos na Revista Brotéria nas décadas de 1930 e 1940. O movimento da Escola Nova foi observado por pedagogos e filósofos da educação da Companhia de Jesus, nomeadamente Paulo Durão, José Gomes Braz e Costa Lima, que estudaram a teoria e os pressupostos desse movimento pedagógico valorizando os aspetos que coincidiam com os valores da pedagogia inaciana e criticando opções e práticas pedagógicas opostas aos princípios educativos da doutrina católica vigente. Mormente sua neutralidade religiosa e apropriação de “agremiações laicas”, que, alegadamente, estariam a instrumentalizar ideologicamente esse movimento educativo, para distanciar-se, ou mesmo opor-se, à chamada educação de inspiração católica. Procuramos refletir de maneira crítica sobre a evolução do pensamento jesuíta expresso na Revista Brotéria com relação à difusão da Escola Nova em Portugal no contexto do Estado Novo e salientar a tentativa de diálogo entre os articulistas pedagogos jesuítas e esse movimento que contribui para diversificar os ideários e metodologias pedagógicas implementadas no país.

Palavras-chave: Escola Nova, jesuítas, catolicismo.


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