Cartilhas escolares e doutrinação infantil no contexto do Estado Novo (1937-1945)

Miguel Ângelo Silva da Costa, Zenaide Inês Schmitz, José Martinho Rodrigues Remedi

Resumo


A partir da relação entre educação e nacionalismo, o propósito deste artigo consiste em colocar em tela o papel das cartilhas escolares enquanto fontes de leitura e de doutrinação infantil no contexto do Estado Novo, assim como a concepção de educação e de infância que delas pode emergir. Em diálogo com o horizonte teórico oferecido por Roger Chartier (1990), sobretudo no que diz respeito às noções complementares de “representações” e “práticas” sociais, o trabalho concentra-se em duas fontes específicas: as cartilhas “Getúlio Vargas para Crianças” e “Getúlio Vargas: O Amigo das Crianças”. Os resultados apontam que, ao veicularem valores, crenças e padrões de comportamento ancorados nos princípios da autoridade, hierarquia, ordem e patriotismo, as cartilhas escolares refletem facetas significativas de um projeto político dedicado a difundir, no imaginário infantil, os princípios básicos da mentalidade que deu suporte ideológico ao regime varguista.

Palavras-chave: cartilhas escolares, infância, Estado Novo, História da Educação.


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