Poder vibrante, vibrantes subjetividades: a abordagem de contação de histórias (storytelling) no estudo do poder na educação

Kenneth Mølbjerg Jørgensen

Resumo


Este artigo constrói um referencial para estudar o poder, na educação, por meio de histórias. Histórias são apresentadas como modos práticos nos quais subjetividades são produzidas dentro de um dispositivo, que é teorizado como o lugar onde o poder se torna concreto. Histórias assumem duas funções paradoxais. Elas atualizam o poder, mas são também o lugar onde se constroem resistências a ele. O sujeito humano é teorizado como corporificado em histórias vivas, que vive e produz forças discursivas, espaciais e materiais de novas maneiras. A história é a resposta viva para os “outros”, humanos e não humanos, com quem o sujeito está envolvido em cada momento. Portanto, argumenta-se que o poder e a contação de histórias – storytelling – estão intimamente ligados e dependem um do outro. Utilizados em conjunto, proporcionam um referencial para considerar a educação como um espaço vibrante, dinâmico, vivo e plural, no qual múltiplas subjetividades são criadas e recriadas a cada momento, dentro e entre as tramas do poder.

Palavras-chave: poder, dispositivo, contação de histórias (storytelling), subjetividade.


Texto completo: PDF (English)



ISSN 2177-6210 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0

Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93022-000, São Leopoldo, RS. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122

Projeto gráfico: Jully Rodrigues