Formação ética na escola: entre certezas e incertezas

Renato José de Oliveira

Resumo


Este artigo discute, inicialmente, a busca filosófica e científica por conhecimentos verdadeiros sobre a natureza do mundo e do homem, capazes de proporcionar ao sujeito cognoscente a aquisição de certezas absolutas. A partir das críticas ao determinismo e à noção de neutralidade científica feitas no século XX, tal busca foi cedendo lugar à aquisição de conhecimentos confiáveis, porém provisórios e sujeitos a revisões. Com base na abordagem feita por Chaïm Perelman, o texto mostra que os conhecimentos confiáveis que se apóiam na opinião e na verossimilhança contribuem para questionar tanto as chamadas verdades absolutas quanto a suspensão dos juízos no campo ético, constituindo-se em referências importantes para a formação ética que se dá na escola. São examinadas, então, quatro ações pedagógicas (aprendizado do respeito mútuo, da justiça, da solidariedade e do diálogo) que desde o advento dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) vêm sendo consideradas confiáveis. Algumas problematizações são conduzidas com o objetivo de fomentar a reflexão sobre as certezas e as incertezas que cercam os saberes pedagógicos relacionados à formação ética dos alunos do ensino fundamental e do ensino médio.

Palavras-chave: formação ética, saberes pedagógicos, argumentação.


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