Educação e ditaduras: a memória traumática nos filmes Machuca e La lengua de las mariposas

Ana Karine Braggio, Alexandre Felipe Fiuza, Marcia Magalhães Debiazi

Resumo


Neste trabalho, visamos contribuir na reflexão sobre o período antecedente à Guerra Civil Espanhola e ao golpe no Chile, buscando verificar através da cinematografia como os debates no interior das sociedades tomadas por golpes anteviam a construção da cisão social, na medida em que os debates políticos, ideológicos e econômicos se acirravam entre a população. É recorrente que momentos históricos violentos para a memória coletiva, como as ditaduras, venham a cair no esquecimento logo após sua ocorrência. A cinematografia é um dos mais eficazes meios de transmissão de informações que auxilia na retomada da reflexão do discurso cultural, teórico e histórico sobre o período traumático. Para tanto, realizamos uma análise comparativa dos filmes La lengua de las mariposas, de José Luis Cuerda, e Machuca, de Andrés Wood, atentando para questões relativas à educação e ao autoritarismo. Ao trabalhar com o cinema, estamos buscando enriquecer a consciência histórica, pois os filmes aqui analisados, apesar de ficcionais, colaboram na reflexão sobre a história política que antecede as ditaduras do Chile e da Espanha, deixando vestígios da memória coletiva que se edifica a partir dos destroços produzidos pelos respectivos golpes civil-militares, aqui, no caso em particular, no cenário escolar.

Palavras-chave: educação escolar, memória coletiva, cinema, La lengua de las mariposas, Machuca.


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