Brigar: um dos sentidos do recreio?

Rogério Costa Würdig

Resumo


Este artigo é parte de uma pesquisa etnográfica que analisou a cultura lúdica no contexto do recreio nos anos iniciais do ensino fundamental. A investigação foi desenvolvida com 19 crianças (dez meninos e nove meninas), numa escola pública municipal localizada na cidade de Pelotas (RS). As principais ferramentas utilizadas na pesquisa foram a observação participante, as fotografias e as entrevistas conversadas. O texto focaliza os sentidos do brigar, aprofundando como as meninas e os meninos brigavam no recreio, analisando as diferentes formas de contar as suas experiências com as brigas. O recreio revela as percepções das crianças sobre o que acontece quando estão brincando e brigando, sobre os sentimentos e fantasias, sobre as relações que estabelecem com seus parceiros e sobre os seus desejos de mudanças neste contexto. É possível pensar que os sentidos de brincar e brigar no recreio poderiam ajudar-nos a construir referências para refletir sobre relações de gênero, configuração espacial e temporal da escola, currículo escolar, brincadeiras, brigas, parcerias, imaginário e aprendizagens das crianças.

Palavras-chave: crianças, culturas infantis, recreio, brigas.


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