A literatura africana como pedagogia libertadora na prática do ensino de História

Júlio César Virginio Costa

Resumo


Este artigo busca analisar as potencialidades do estudo da História na Educação Básica, via literatura, em especial a de matriz africana de língua portuguesa, por meio de poemas de Jofre Rocha sobre lutas de libertação de Angola, que possam efetivar possibilidades de leituras e reflexões sobre a África e o Brasil, na implementação da Lei 10.639/2003. Para concretizar essa proposição, utilizam-se como aportes teóricos as concepções de História Cultural e de Literatura Empenhada – que, segundo Antônio Cândido, é uma abordagem da literatura que parte de posições éticas e políticas – e, também o referencial freireano de leitura de mundo e de pedagogia libertadora. O método adotado foi o da análise comparativa dos poemas, buscando interconectar os elementos que formulam a narrativa poética com as lutas de libertação de Angola. Argumenta-se que esses elementos também podem ser pontos de despertamento de uma curiosidade – que não é ingênua – sobre o continente africano e nossa ligação com o mesmo. O texto finaliza com a discussão sobre o quanto é possível identificar e vislumbrar que a literatura descortina uma gama de alternativas, juntamente com a História, para outra leitura do mundo e como a literatura poética de resistência poderá proporcionar também o trabalho com outros documentos, como, por exemplo, os ditos oficiais.

Palavras-chave: história, ensino de história, literatura africana, literatura empenhada.


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