Os compêndios didáticos nos relatórios de província da Paraíba: fontes para a leitura escolar no Império

Fabiana Sena, Socorro de Fátima Pacífico Barbosa

Resumo


Este artigo tem o propósito de analisar os compêndios didáticos e sua indicação, a partir de sua significação no contexto do discurso oficial do Império, através de leis, regulamentos e relatórios. Abrange também a discussão sobre a circulação, a indicação e o conteúdo de alguns compêndios escolares, cuja existência foi registrada nesses documentos legais. O material empírico analisado compreende o período de 1837, ano do primeiro discurso publicado, até 1886, da Lei nº 20, de 6 de maio de 1837, e da resolução nº 36, de 26 de junho de 1886. A pesquisa, de caráter bibliográfico e documental, está inscrita na abordagem teórico-metodológica de Michel Foucault. Os resultados do estudo mostraram que os livros analisados tinham seu uso regulado pelo Estado, imprimindo neles a imagem da Igreja e  o Império e divulgando o que devia ser lido e como devia ser lida a proposta política do Império. A partir do discurso oficial do Estado Imperial, verificamos que o ensino das crianças na escola de Primeiras Letras desenvolvia-se através do conteúdo pedagógico e das representações de leitura, de leitor e de alunos. 

Palavras-chave: Império, compêndios escolares, Província da Paraíba.


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