In/exclusão no currículo escolar: o que fazemos com os “incluídos”?

Eli Henn Fabris

Resumo


Este artigo tem como foco analítico narrativas de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola do município de São Leopoldo (RS), mostrando como o grupo de docentes se posicionava frente às experiências de in/exclusão escolar. Para esse exercício usaram-se como ferramentas analíticas os conceitos de inclusão e diferença a partir de autores da perspectiva pós-estruturalista. Na análise do material selecionado – questionários respondidos pelos professores – foi possível a leitura de alguns significados atribuídos às experiências de in/exclusão vividas pela escola, como: a queixa recorrente da falta de preparação dos professores para atuar com práticas consideradas de inclusão, o deslocamento das funções dos especialistas, a dificuldade de identificar as situações de inclusão. Foi possível mostrar como os conceitos de inclusão e de diferença que circulam na escola tomam diferentes e complexos contornos, produzindo tanto a inclusão quanto a exclusão e o apagamento das diferenças. Na parte final do texto foi possível explicitar diferentes situações consideradas de inclusão por essa escola, analisando a pergunta que sempre nos têm assombrado frente aos considerados indesejados (os “incluídos”): que fazemos com eles?

Palavras-chave: In/exclusão, diferença, currículo escolar.


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