Humanização e qualidade da Educação Superior: limites e possibilidades das políticas de inclusão

Marialva Moog Pinto

Resumo


As iniciativas dos organismos internacionais, desde o pós-guerra, vêm se aproximando de um discurso que estimula a reflexão sobre o papel da educação na sociedade. Em 1998, em Paris, divulgou-se a Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI, que explicitou a necessidade de pôr em prática estratégias, entre elas, políticas de integração de grupos desfavorecidos, que propiciassem oportunidades iguais de ascensão à Educação Superior. No contexto dessas políticas, foram propostos programas que prevêem a inclusão, na Educação Superior, de maiores contingentes de jovens provenientes dos extratos populares e instituições públicas de ensino básico. É o caso do Programa Universidade para Todos (PROUNI), instituído para beneficiar estudantes com bolsas de estudos em instituições privadas de Educação Superior. Entre os questionamentos que se fazem a essas políticas, situam-se os que se referem à qualidade da educação. Os críticos mencionam que as políticas inclusivas tendem a diminuir as exigências para os estudantes, e que esse fenômeno ou atinge a todos os demais, ou não vai surtir o efeito de inclusão, tendo em vista a possível não permanência dos beneficiados. Essas posições sugerem uma reflexão sobre o tema da qualidade no contexto das políticas educacionais e também, nessa perspectiva, sobre o conceito de humanização, objetivos principais deste artigo.

Palavras-chave: ensino superior, qualidade, PROUNI, humanização, inclusão.


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