Paidéia poética como horizonte da educação

Maria Beatriz Albernaz

Resumo


Nesse artigo, o que se apresenta é apenas o começo da descoberta propiciada pela experiência de interpretar a paidéia poética expressa na obra de Clarice Lispector, especialmente em seus romances A cidade sitiada, A maçã no escuro e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Para isso, foi preciso inicialmente aproximar as trajetórias entre a literatura e a educação, enquanto campos de conhecimento, o que foi possível através de três linhas de raciocínio: a tomada da perda da aura, tal como a descreve Walter Benjamin, como uma referência para ambas; a retomada da idéia de ser em tensão com a compreensão da realidade como devir; e a reunião do antigo conceito de paidéia com a não menos antiga noção de poética. O que o leitor presenciará aqui é apenas a expressão de um gesto inicial, ainda um tanto aturdido, diante do espanto de vislumbrar a possibilidade de redimensionamento do pensamento da educação. E de abertura de um horizonte para uma educação re-unida ao destino de ser na cidade.

Palavras-chave: paidéia, poética, aura.

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