Golpe militar, Brasil, 1964: o magistério gaúcho nos jornais

Beatriz T. Daudt Fischer

Resumo


O que diziam os jornais acerca do magistério no período que precedeu o golpe militar em 1964? E que discursos passaram a aflorar neles no tempo imediatamente seguinte? Investigando três importantes periódicos gaúchos da época (Correio do Povo, Última Hora e Zero Hora), foram analisados editoriais, reportagens e demais matérias jornalísticas que tiveram como foco o professorado. Nos meses anteriores ao golpe, acontecimentos discursivos anunciavam rupturas, transformações estruturais na sociedade brasileira. Especial destaque receberam campanhas de alfabetização de adultos, inspiradas no Método Paulo Freire. Movimentos diversos se desdobraram, às vezes anarquicamente. Aconteceu o golpe. Redes de poder que antes tinham feito emergir forças contrárias ao estabelecido agora não encontravam condições de existência. Percebe-se a edificação de “um modo de ser da ordem”. A análise dos dados permite apontar que todo regime de verdade vem conectado a um sistema de poder que o produz e sustenta. Quarenta anos depois, cabe talvez perguntar: que outros golpes, de caráter simbólico ou não, o magistério continuou (e continua) sofrendo, não só no sul do Brasil, como nos demais rincões deste país?

Palavras-chave: história da educação, magistério, discursos, relações de poder.

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