Bem viver em regras: urbanidade e civilidade em manuais de saúde

Maria Stephanou

Resumo


A investigação analisa dois manuais de autoria do médico gaúcho Dr. Mário Totta. Um deles denomina-se O médico em casa, o outro intitula-se Medicina em Pílulas: Breviário da Saúde; ambos publicados pela Livraria do Globo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 1939. Caracterizam-se por apresentarem um conjunto variado de temas que abrangem desde instruções e procedimentos para a cura de pequenas moléstias, primeiros socorros, noções elementares de puericultura, enfim, cuidados básicos com a higiene do corpo, alimentar, das habitações, passando também pela codificação minuciosa de condutas de urbanidade, produzindo, conforme o estudo demonstra, uma intensa associação entre urbanidade ou civilidade com higiene e saúde. A forma como os conselhos são apresentados indicam que há uma intersecção de argumentos científicos e argumentos de ordem moral. O exame dos manuais volta-se para a complexidade das relações entre o próprio texto dos manuais, seu suporte, sua materialidade, ou seja, o objeto que comunica o texto e o ato que o apreende, sua apropriação por múltiplas leituras de distintos sujeitos. O propósito maior é situar os manuais em meio a um conjunto de práticas discursivas da medicina voltadas à educação sanitária da população, detendo-se particularmente em descrever o que disseram e propuseram os médicos sobre o tema da urbanidade, através desses textos, e seu caráter educativo.

Palavras-chave: manuais de saúde, história da educação, civilidade.

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