Formação de professores e consumo: um debate necessário

Luís Henrique Sommer, Saraí Schmidt

Resumo


O artigo tem por objetivo discutir a produção de identidades sociais das crianças e jovens contemporâneos em conexão com os processos de formação de professores atuais,
sobremaneira os atuantes na educação fundamental. Tomando como base teórica analistas da cultura contemporânea, sobretudo Zygmunt Bauman, o texto parte de uma discussão mais genérica sobre a cultura contemporânea marcada pela redefinição de nossos modos de vida, por conta da centralidade que diferentes artefatos tecnológicos de base microeletrônica têm ocupado em nosso cotidiano, localiza a questão do consumo nesse contexto e segue com uma brevíssima descrição etnográfica, orientada pela máxima antropológica de fazer exótico o familiar
e familiar o exótico. Tal descrição etnográfica funciona como mote para levar adiante a discussão que argumenta a favor de uma revisão urgente nos currículos dos nossos cursos de formação
de professores para a educação fundamental e o exercício analítico demonstra a operação de
um currículo sem fronteiras, do currículo da publicidade empenhado em produzir crianças e
jovens atuais, independentemente dos marcadores de classe, etnia, gênero e nacionalidade.


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