De olho no conhecimento “encarnado” sobre trabalho associado e autogestão

Maria Clara Bueno Fischer, Lia Tiriba

Resumo


Compreendemos que, ao focalizar as múltiplas dimensões do diversificado mundo do trabalho, o campo de estudos e pesquisas sobre Trabalho e Educação contribui para tornar mais transparente a unidade do real. Nesse horizonte, trazemos à superfície situações em que, premidos pela ameaça de desemprego, os trabalhadores e trabalhadoras – como sujeitos coletivos e singulares – buscam assegurar, de forma associada e autogestionária, o seu estar no mundo. Problematizamos o conceito de saberes do trabalho associado, indicando a necessidade de identificar com maior precisão os atributos desse trabalho que chamamos de “trabalho associado”. Considerando que, historicamente, essas experiências de trabalho se configuram no contexto de determinadas relações sociais de produção, indicamos algumas contribuições teórico-práticas da Ergologia quanto à análise do trabalho como atividade humana permeada de “dramáticas de uso de si”. Para finalizar, reivindicamos um “movimento reflexivo encarnado” sobre os saberes do trabalho associado, tecidos na atividade viva do trabalho, nos fóruns de trabalhadores e nos debates políticos e teórico-conceituais.

Palavras-chave: trabalho e educação, saberes do trabalho associado, produção e legitimação de saberes.

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