Pensar ao mesmo tempo dialética e não-dialeticamente: Adorno, leitor de Benjamin

Alexia Bretas

Resumo


O relacionamento intelectual entre Adorno e Benjamin configura, possivelmente, uma das controvérsias mais significativas na trajetória da chamada primeira geração frankfurtiana. Onze anos mais jovem, Adorno é tanto o admirador assumido dos primeiros textos de Benjamin, quanto o censor implacável dos últimos escritos. Do escrutínio rigoroso da carta de Hornberg ao reconhecimento lisonjeiro de “Caracterização de Walter Benjamin”, sua apreciação é, via de regra, pautada pelo imperativo que ele mesmo designa por crítica imanente. De modo geral, o filósofo se refere em termos positivos a obras como “As afinidades eletivas de Goethe” e Origem do drama barroco alemão, por exemplo. Elaborados sob encomenda do Instituto de Pesquisa Social, trabalhos como o projeto das Passagens e o ensaio “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica” recebem, ao contrário, um tratamento duríssimo por parte de Adorno. Conforme é plausível depreender da argumentação deste último, Benjamin não teria dado conta de responder adequadamente às questões colocadas na juventude, o que, para Adorno, teria significado o abandono de uma certa divisa comum compartilhada por ambos: pensar ao mesmo tempo dialética e não-dialeticamente.

Palavras-chave


dialética, Benjamin, Adorno

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