A possibilidade de uma transição (übergang) entre liberdade e natureza na terceira crítica de Kant

Antonio Djalma Braga Júnior

Resumo


Na Crítica da Razão Pura, Kant procura estabelecer os fundamentos e os limites da nossa razão dentro do processo de conhecimento da natureza através da compreensão de como a nossa faculdade do entendimento funciona. Mas o seu sistema deixa de satisfazer as exigências da razão no seu sentido prático puro. Deste modo, Kant procura através da segunda Crítica – a Crítica da Razão Prática – desenvolver o uso da faculdade da razão no seu sentido prático procurando demonstrar como, através da liberdade, podemos criar leis morais que servem de ideal para a nossa ação sensível. Diante deste panorama, Kant redigiu em 1790 a sua terceira Crítica – a Crítica do Juízo – na qual procura descrever como funciona a nossa faculdade de julgar, servindo de meio termo entre a faculdade do entendimento e a faculdade da razão. O presente trabalho procurará compreender e contextualizar a necessidade de uma transição (Übergang) entre estes dois domínios heterogêneos criado pelo filósofo alemão em suas duas primeiras Críticas, a saber, entre Liberdade e Natureza, para em seguida analisar como é possível esta transição na última Crítica kantiana, a partir da tese do simbolismo, do conceito de finalidade e da função dos juízos de gosto no pensamento de Kant.

Palavras-chave


Natureza; Liberdade; Simbolismo; Finalidade; Juízo de Gosto

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