Contextualismo, paradoxo cético e paradoxo do prefácio

Tiegue Vieira Rodrigues

Resumo


Embora controversa, o contextualismo epistêmico alega oferecer a melhor explicação para alguns fenômenos analisados em epistemologia contemporânea, por exemplo: alega responder ou explicar o apelo de certos paradoxos e, ao mesmo tempo, manter a verdade de nossas alegações ordinárias de conhecimento. Conforme alegado por contextualistas, a vantagem de sua teoria ao explicar o apelo de certos paradoxos reside no fato de que nenhum princípio lógico precisa ser rejeitado. O paradoxo do prefácio – que consiste na aparente incoerência lógica que ocorre quando o autor de um livro declara em seu prefácio que, apesar de acreditar que é altamente provável que tudo o que o livro afirma seja verdadeiro, também é altamente provável que o livro contenha, pelo menos, algum erro – parece não ter sido explorado o suficiente pelos contextualistas. Portanto, pretendemos sugerir uma versão do paradoxo do prefácio apresentando um argumento análogo ao argumento que os contextualistas costumam apresentar para explicar o paradoxo cético. Desta maneira, pretendemos oferecer, por meio de uma análise contextualista, uma explicação para o paradoxo do prefácio. Se a resposta contextualista é ou não adequada para esse paradoxo, isso será questão de disputa e não nos caberá discuti-la aqui. Meu objetivo é apenas sugerir que uma análise contextualista semelhante à aplicada ao paradoxo cético pode ser construída para explicar o paradoxo do prefácio.


Palavras-chave


Contextualismo, Paradoxo do prefácio, Paradoxo cético

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