Sobre a possibilidade de uma antropologia wittgensteiniana: entrevista com Cristina Bosso

Edimar Inocencio Brígido

Resumo


 

A presença de outros filósofos na atividade filosófica de Wittgenstein sempre foi muito discreta. O filósofo evitou em diversos momentos fazer menção às possíveis fontes que lhe serviram de inspiração. Ainda assim, este artigo ambiciona apurar a influência que o pensamento de Schopenhauer exerceu sobre a filosofia de Wittgenstein, de modo pontual no que diz respeito a distinção entre sujeito metafísico e sujeito empírico. Pretendemos demonstrar que, em decorrência do influxo schopenhaureano, tanto o realismo empírico quanto o solipsismo transcendental encontram abrigo no bojo tractariano, o que possibilita, em razão desse último – solipsismo transcendetal –, apurar a existência de um sujeito ético no pensamento wittgensteiniano.


Palavras-chave


Schopenhauer. Wittgenstein. Sujeito metafísico. Sujeito empírico. Gênio.

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