A evolução da noção de forma: do sentido metafísico ao sentido físico

William de Jesus Teixeira

Resumo


O objetivo desse artigo é discutir se e como a noção escolástica de forma substancial pode ser entendida como um ‘aperfeiçoamento’ da noção aristotélica de Forma. Tendo esse propósito em mente, além de naturalmente analisarmos a formulação de Aristóteles acerca da noção de forma, examinaremos a concepção de duas figuras emblemáticas para o desenvolvimento dessa questão: Tomás de Aquino e Francisco Suárez. A tese que defenderemos consiste em mostrar que o fator principal para a distinção entre a noção de Forma aristotélica e a noção de forma substancial escolástica reside no papel de individuação desempenhado pela matéria na concepção de Aquino do composto hilemórfico. Por fim, veremos o grande impacto que essa alteração realizada por Aquino causou na concepção de forma substancial defendida por Suárez e quão radicalmente ela difere da concepção de Forma de Aristóteles.

 


Palavras-chave


Forma substancial; Filosofia natural.

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