Ontologia, estratificação e polifonia literária em Roman Ingarden

Diego Luiz Warmling

Resumo


Das descrições ingardeanas acerca das possibilidades de existência de entidades que, concomitantemente reais e ideais, possam constituir-se ontologicamente autônomas e independentes de qualquer intencionalidade transcendental, este artigo revisita A Obra de Arte Literária a fim de evidenciar a estratificação polifônica das obras literárias. Partindo da caracterização ontológica do objeto literário como um objeto puramente intencional, nos encaminharemos ao seu esquematismo estratificado. Entendendo que cada unidade constituinte retém uma pluralidade significativa própria dentro do conjunto geral da obra, caracterizaremos o modo como cada um dos estratos literários se compõe dentro do escopo ingardeano, a saber: 1) as formações fônico-linguisticas, 2) as unidades de significação, 3) as objetividades apresentadas e 4) o estrato dos aspectos esquematizados. Isso posto, teremos enfim o que Roman Ingarden qualifica como sendo o caráter orgânico e polifônico das obras literárias: a relação de totalidade significativa, posta a partir de uma harmonia não hierarquizada entre os diferentes estratos heterogêneos.

 


 

 


Palavras-chave


Ontologia; Obras literárias; Estratos heterogêneos; Polifônia

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