O delírio e sua função em um caso de psicose

Isalena Santos Carvalho, Daniela Scheinkman Chatelard

Resumo


Na psicose, há um sujeito da linguagem, que, através do delírio, tenta reconstruir para si algum lugar possível de existência no mundo. Assim, é a função do delírio na psicose que o presente trabalho discute por meio do caso de uma paciente atendida em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Ilha do Maranhão (MA). A discussão se pauta nas teorizações de Freud e, especificamente, de Lacan, sobre a clínica das psicoses. São contextualizadas as histórias de vida e de inserção no CAPS da paciente, de modo a abordar o desenvolvimento do delírio nesse percurso. Discute-se como da relação com um pai-de-santo à expectativa de envolvimento com um pastor, há uma tentativa de suplência do significante Nome-do-Pai. A construção delirante fornece um nexo às questões da paciente. A ausência de uma necessária escuta do delírio interfere na avaliação pela equipe de seu trabalho diante do endereçamento que o paciente faz à instituição de saúde mental.

Palavras-chave: psicose, delírio, significante Nome-do-Pai.


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