Temperamento afetivo e o cuidado de pacientes oncológicos internados: repercussões para o bem-estar psicológico e percepção de sobrecarga

Renata Alexandre Ferreira, Suzane Busatta Ignachewski, Hudson W. de Carvalho

Resumo


O presente estudo visou contribuir para o entendimento da relação entre temperamento e o cuidado de pacientes oncológicos por meio do exame da prevalência de tipos temperamentais e a das associações destes com medidas de bem-estar psicológico e percepção de sobrecarga em uma amostra de cuidadores principais de pacientes oncológicos internados. Participaram do estudo 53 cuidadores (45 mulheres) que responderam voluntariamente a questionários que avaliavam indicadores sócio-demográficos, temperamentais e pertinentes ao bem-estar psicológico e à sobrecarga relacionada ao cuidado do paciente. Os resultados mostraram maior prevalência de temperamentos estáveis entre os cuidadores avaliados (56,6%) e que os tipos estáveis apresentaram associações positivas com bem-estar psicológico e percepção de sobrecarga relacionada ao cuidado de pacientes (t > 2,0; p < 0,05). Cuidadores com temperamento estável apresentam melhores indicadores de ajustamento psicológico, e o temperamento parece ser uma variável importante na designação da pessoa que assumirá o papel do cuidador principal do paciente oncológico.

Palavras-chave: temperamento, cuidador principal, pacientes oncológicos, bem-estar psicológico, avaliação psicológica.


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