As fronteiras da classificação racial no Brasil em perspectiva regional

Leonardo Souza Silveira

Resumo


O artigo tem como objetivo analisar as variações regionais das fronteiras raciais no Brasil. A classificação foi, desde a década de 1950, alvo de disputas entre defensores e críticos de uma pretensa “harmonia racial” no país. Por sua vez, a questão regional surgiu devido ao recorte geográfico dos estudos e os conflitos entre as escolas “baiana” e “paulista”, que apresentavam diferenças ideológicas e interpretativas. Para sustentar o argumento de que há heterogeneidade das fronteiras raciais, recorrem-se a três abordagens: (a) os estudos das décadas 1950/1960, (b) estudos qualitativos, e (c) estudos quantitativos, as duas últimas em período posterior à década 1990. Apesar de um racismo persistente e difuso no país, conclui-se que, em termos classificatórios, as hipóteses dos primeiros estudos devam ser postas em perspectiva, sendo mais adequadas a algumas regiões que outras. Por fim, sugerem-se possibilidades analíticas e a necessidade de enfoques regionais das relações raciais no Brasil.

Palavras-Chave: Raça; Classificação Racial; Fronteiras raciais.


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eISSN: 2177-6229 | Melhor visualizado no Mozilla Firefox

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