É possível romper com a herança ibérica? Uma releitura da obra de Raymundo Faoro

Marcos Fernandes Ribeiro, Wania Belchior Mesquita

Resumo


Neste artigo propomos uma releitura da obra de Raymundo Faoro através do questionamentode suas interpretações mais influentes, produzidas por Luiz Werneck Vianna, JuarezGuimarães e Rubens Goyatá Campante. Para tanto, retornamos à leitura de Faoro sobreo surgimento da modernidade e à sua reinterpretação do diganóstico weberiano. Essasações são fundamentais para o autor construir sua teoria essencialista sobre a civilizaçãoformada em Portugal e herdada pelo Brasil. A partir da ênfase em pontos não exploradossistematicamente, defendemos que a teoria faoriana possui como elemento estruturanteo evolucionismo material que, ao postular a relação necessária entre feudalismo e capitalismocomo único caminho autêntico para a instituição da modernidade, impossibilitaa existência de ruptura de qualquer natureza. Assim, sua teoria termina reproduzindoum hiato irreversível entre o intelectual e o político. Com esta leitura procuramos trazernovos elementos para reinterpretarmos um dos intelectuais brasileiros mais importantes,cujas teses sobre a condução do Estado nos interpelam até hoje.

Palavras-chave: herança ibérica; Raymundo Faoro; ruptura.

 


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